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Aborto: Informações e Esperança!

O aborto ainda hoje é visto como algo que traz grande sofrimento por quem passa por ele; e não só para a gestante mas para todos que estão envolvidos com a interrupção do surgimento de uma nova vida. E boa parte desse sentimento negativo se deve por falta de informações e medo de desfechos também ruins em futuras gestações.

Pensando nisso, abaixo estão algumas informações esclarecedoras e desmistificastes relacionadas a esse tema e que podem ajudar a superar mais facilmente uma perda e encorajar os casais a novas tentativas. 

Aborto espontâneo ou interrupção involuntária da gravidez é a morte natural do embrião ou feto antes deste ter a capacidade de sobreviver fora do útero. Algumas recomendações determinam um limite de 20 semanas de gestação, pesar menos de 500g e medir menos do que 25cm; sendo a partir desse momento designado natimorto. O sintoma mais comum de um aborto espontâneo é hemorragia vaginal com ou sem dor, sendo sempre recomendado avisar seu médico do ocorrido e dirigir-se a um serviço de atendimento 24 horas para avaliação, pois nem todo sangramento na gestação é necessariamente aborto.

É importante que se saiba que o aborto espontâneo é a complicação mais comum do primeiro trimestre de gravidez. Entre mulheres grávidas, a taxa de aborto espontâneo é de 10–20%. A taxa entre todas as fecundações é de 30 a 50%. 

As chances de se ter um aborto aumentam com a idade, tendo seu acréscimo a partir de 30 anos. Em mulheres com menos de 35 anos o risco é de cerca de 10%, enquanto em mulheres com mais de 40 anos o risco é de 45%; e cerca de 5% das mulheres têm dois abortos espontâneos seguidos.

O diagnóstico de aborto de repetição se dá após três perdas fetais seguindo os critérios já mencionados, sendo mais comum a ocorrência antes de 12 semanas.

É importante ressaltar que até 20% das mulheres são susceptíveis a abortos sejam em gestações naturais ou por fertilização e muitas vezes não são percebidos devido a ciclos irregulares ou falta de atenção a duração e periodicidade de seus ciclos.

No entanto, como dito anteriormente, quando o aborto é diagnosticado, esse geralmente vem acompanhado de grande frustração, tristeza e culpa; como mostra um estudo publicado na renomada revista científica Obstetric and Gynecology, onde 41% dos casais que viveram um aborto espontâneo sentiram que eles haviam feito algo de errado. Mas na realidade, os abortos são quase sempre causados por fatores que estão fora do controle da mãe – como anormalidades genéticas no embrião; portanto não se culpe.

A chance de perder outro bebê se você já teve um aborto espontâneo não é maior. No entanto, depois de duas ocorrências a chance pode aumentar para 20% e depois de três para 30%, devendo ser então investigado possíveis fatores causais que justifiquem esse desfecho.

Mas tenha em mente que mesmo que você tenha tido três abortos, ainda há 70% de chance de conseguir ter um bebê!

Por Dr. Orlando Freitas

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